quarta-feira, 8 de agosto de 2012

o passar do tempo


o passar do tempo

no cântico das horas
oscilam as sereias
no mar imenso
na doçura das ondas

no palco dos minutos
o arlequim inebriado
canta a melodia
do sarcasmo isolado

nas estepes dos segundos
soletram as crianças
a ingenuidade de um baloiço
no jardim coberto de lirismo

na tua vontade está
a singeleza do amor
perdido nas açucenas
no descalabro dos tempos.

pedro valdoy

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